Aprenda como aliviar cólicas no bebê com medidas simples e seguras, o que evitar em casa e quais sinais indicam que é hora de procurar o pediatra.
Como aliviar cólicas no bebê: o que fazer, o que evitar e quando procurar ajuda
Poucas coisas deixam uma mãe tão angustiada quanto ver o bebê chorando e não conseguir entender exatamente o que está acontecendo. Quando o choro parece intenso, o bebê se contorce, fica vermelho e parece desconfortável, uma das primeiras suspeitas costuma ser a cólica.
Mas existe uma informação importante: nem todo choro é cólica.
O bebê pode chorar porque está com fome, frio, calor, fralda suja, sono, necessidade de colo ou algum desconforto. A Sociedade Brasileira de Pediatria explica que o choro é uma forma natural de comunicação do bebê e que o diagnóstico de cólica deve considerar a repetição dos episódios e a exclusão de outras causas.
Neste artigo, você vai descobrir como aliviar cólicas no bebê, quais medidas simples podem ajudar, o que não deve ser oferecido por conta própria, como diferenciar uma situação provavelmente tranquila de sinais que precisam de avaliação e como cuidar também de você durante esses momentos.
Resumo rápido: o que pode ajudar o bebê com cólica?
Quando o bebê está chorando e existe suspeita de cólica, algumas medidas simples podem ajudar a acalmá-lo.
Entre elas estão:
- pegar o bebê no colo;
- reduzir estímulos do ambiente;
- manter o bebê em um ambiente tranquilo;
- fazer contato corporal acolhedor;
- flexionar suavemente as pernas em direção à barriga;
- tentar uma massagem abdominal delicada;
- oferecer um banho morno, se for seguro e confortável para o bebê;
- manter uma rotina previsível;
- observar se existe algum outro motivo para o choro;
- manter o aleitamento conforme orientação do pediatra.
A Sociedade Brasileira de Pediatria cita colo, contato da barriga do bebê com a barriga da mãe, flexão das coxas sobre o abdômen, banho morno, redução de estímulos e uma rotina tranquila entre as medidas que podem ajudar no controle da cólica e do choro.
Mas essas medidas não substituem uma avaliação médica quando existem sinais de alerta.

O que é cólica no bebê?
A cólica do lactente é um quadro caracterizado principalmente por episódios recorrentes de choro difícil de consolar, inquietação e irritabilidade em um bebê que, em geral, é saudável.
Durante muitos anos, a chamada “regra dos três” foi utilizada para descrever a cólica: choro por pelo menos três horas por dia, em três dias da semana, durante pelo menos três semanas.
Atualmente, os critérios clínicos reconhecem que a apresentação pode ser mais variável. A própria Sociedade Brasileira de Pediatria explica que um bebê pode apresentar cólica mesmo sem cumprir exatamente três horas de choro todos os dias.
A cólica costuma aparecer nas primeiras semanas de vida, pode atingir maior intensidade por volta de 6 a 8 semanas e tende a melhorar progressivamente nos meses seguintes. A SBP informa que geralmente desaparece até os 3 ou 4 meses, embora o tempo possa variar.
Por que a cólica acontece?
Não existe uma única causa comprovada para todas as cólicas.
A SBP aponta que podem estar envolvidos fatores relacionados à maturação do sistema nervoso e digestivo, motilidade intestinal, ambiente e outros aspectos individuais.
Por isso, é melhor evitar explicações simplistas como:
“É apenas gases.”
ou:
“É porque o leite da mãe não sustenta.”
O choro do bebê é muito mais complexo do que isso.
Como saber se o bebê está realmente com cólica?
Essa talvez seja a primeira pergunta que você deve fazer antes de tentar qualquer técnica.
Um bebê chorando não significa automaticamente que está com cólica.
O Ministério da Saúde explica que o choro é uma forma de comunicação e pode acontecer por fome, frio, calor, necessidade de carinho, fralda molhada ou outros motivos.
Antes de pensar em cólica, vale verificar:
Fome: o bebê está demonstrando sinais de fome?
Fralda: está molhada ou suja?
Temperatura: o bebê está confortável?
Sono: passou muito tempo acordado?
Colo: está buscando contato?
Alimentação: houve alguma dificuldade durante a mamada?
Dor ou doença: existem outros sintomas além do choro?
Se essas possibilidades foram consideradas e o bebê continua apresentando episódios recorrentes de choro inconsolável, a cólica pode ser uma possibilidade.
Mas o diagnóstico deve ser feito pelo pediatra quando necessário.
Exemplo prático
Imagine que seu bebê de dois meses começa a chorar no final da tarde.
Você troca a fralda.
Oferece a mamada.
Verifica se está com frio ou calor.
Coloca-o no colo.
Mesmo assim, ele continua chorando, se contorce e parece muito desconfortável.
Se isso acontece repetidamente, especialmente em determinados períodos do dia, pode ser compatível com cólica.
Agora imagine que o bebê apresenta o mesmo choro, mas também está com febre, recusa a alimentação e parece muito abatido.
Nesse caso, não devemos simplesmente concluir que é cólica.
É necessária avaliação.
Como aliviar cólicas no bebê?
Agora vamos ao que você provavelmente veio procurar.
Existem algumas estratégias simples que podem ajudar a reduzir o desconforto ou acalmar o bebê durante uma crise.
1. Pegue o bebê no colo
O colo não “estraga” o bebê.
Quando uma criança pequena chora, oferecer contato e acolhimento é uma forma de responder à sua necessidade de segurança.
Você pode segurá-lo junto ao corpo, falar calmamente e fazer movimentos suaves.
A SBP recomenda o colo como uma das estratégias que podem ajudar durante episódios de cólica.
2. Faça contato corporal
Uma possibilidade é colocar o bebê de maneira segura junto ao seu corpo, mantendo sua cabeça e vias respiratórias livres.
A SBP menciona o contato da barriga do bebê com a barriga da mãe como uma das possibilidades de conforto.
O objetivo não é pressionar a barriga.
É oferecer aconchego e contato.
3. Reduza os estímulos
Quando o bebê está chorando muito, televisão ligada, música alta, muitas pessoas falando e luzes fortes podem dificultar ainda mais que ele se acalme.
Experimente diminuir os estímulos.
Apague ou reduza as luzes.
Diminua o volume da televisão.
Fale mais baixo.
Leve o bebê para um ambiente tranquilo.
A SBP recomenda reduzir estímulos e manter um ambiente mais calmo durante episódios de cólica.
4. Flexione suavemente as pernas
Com o bebê deitado de maneira segura, alguns pais utilizam movimentos suaves das pernas em direção à barriga.
O movimento deve ser delicado.
Nunca force as pernas.
Se o bebê demonstrar dor, desconforto ou resistência, pare.
A SBP inclui a flexão das coxas sobre a barriga entre as medidas que podem auxiliar no controle do desconforto.
5. Tente uma massagem suave
Uma massagem delicada no abdômen pode ser utilizada como forma de conforto.
Faça movimentos suaves, sem pressionar.
Não é necessário utilizar força para tentar “expulsar gases”.
O Ministério da Saúde também apresenta a massagem abdominal e movimentos suaves das pernas como estratégias que podem ajudar em alguns casos.
6. Banho morno
Um banho morno pode ajudar alguns bebês a relaxar.
A temperatura precisa ser confortável e segura.
Nunca deixe o bebê sozinho durante o banho, nem por alguns segundos.
A SBP cita banho morno como uma medida que pode auxiliar na redução da cólica e do choro.
7. Estabeleça uma rotina tranquila
Uma rotina previsível pode ajudar o bebê a se sentir mais seguro.
Não significa estabelecer horários rígidos para absolutamente tudo.
Pode ser simplesmente manter uma sequência parecida para:
- banho;
- alimentação;
- sono;
- momentos de brincadeira;
- passeios;
- descanso.
A SBP recomenda tentar estabelecer uma rotina para banho, sono, passeio e outras atividades.
Na prática: o que fazer durante uma crise de cólica?
Quando estamos cansadas e o bebê não para de chorar, é fácil tentar dez coisas ao mesmo tempo.
Mas isso pode deixar o ambiente ainda mais agitado.
Uma alternativa é seguir uma sequência simples.
Primeiro: verifique fome e fralda.
Depois: observe se existe febre, vômito, dificuldade para respirar ou outro sinal diferente.
Em seguida: pegue o bebê no colo.
Reduza os estímulos.
Fale calmamente.
Tente uma posição confortável.
Se desejar, faça uma massagem suave ou movimentos delicados das pernas.
Observe a resposta do bebê.
Não existe obrigação de realizar todas as técnicas.
Se uma determinada medida parece deixar o bebê mais irritado, pare.
O objetivo é confortar, não cumprir uma lista.
O que evitar para aliviar a cólica do bebê?
Quando o bebê sofre, a família naturalmente procura uma solução rápida.
E é justamente nesse momento que surgem algumas práticas que podem não ser seguras.
Não ofereça chá por conta própria
Chás, ervas e outras bebidas não devem ser oferecidos ao bebê simplesmente porque ele está com cólica.
A SBP orienta explicitamente que não sejam utilizados chás para tentar controlar a cólica.
Não dê medicamentos sem orientação
Não ofereça remédios para gases, antiespasmódicos ou outros medicamentos por conta própria.
A SBP informa que medicamentos utilizados para facilitar a eliminação de gases ou reduzir esses sintomas não têm eficácia comprovada de maneira geral e que medicamentos não devem ser usados sem orientação do pediatra.
Não troque a fórmula repetidamente
Se o bebê utiliza fórmula infantil, não faça trocas sucessivas apenas porque está chorando.
A SBP alerta para o problema de trocas injustificadas de fórmulas e orienta que qualquer mudança seja discutida com o pediatra.
Não interrompa a amamentação por causa da cólica
A cólica pode acontecer tanto em bebês amamentados quanto naqueles que recebem fórmula.
A SBP afirma que a cólica não é motivo para interromper o aleitamento materno exclusivo.
Não elimine vários alimentos da dieta da mãe sem orientação
É comum ouvir:
“Corte leite.”
“Corte feijão.”
“Corte café.”
“Corte chocolate.”
“Corte tudo que dá gases.”
Mas não é correto sair eliminando alimentos indiscriminadamente.
O Ministério da Saúde informa que não há comprovação de que a alimentação habitual da mãe seja responsável pelas cólicas na maioria dos casos.
Em situações específicas, como suspeita de alergia à proteína do leite de vaca, a investigação deve ser feita com orientação profissional.

Cólica e alimentação do bebê
Uma dúvida muito comum é se a cólica significa que o bebê está com fome ou que o leite materno não está sendo suficiente.
Não necessariamente.
O Ministério da Saúde destaca que o bebê pode chorar por diversos motivos e que o choro não deve ser interpretado automaticamente como fome. O acompanhamento do crescimento e outros sinais ajudam a avaliar se a alimentação está adequada.
A SBP também afirma que a cólica pode ocorrer tanto em bebês que recebem leite materno quanto naqueles alimentados com fórmula.
Por isso, se o bebê está mamando bem e crescendo adequadamente, não conclua que o leite materno é “fraco” simplesmente porque ele apresenta cólicas.
E se a cólica acontecer depois das mamadas?
Alguns bebês podem apresentar desconforto ou choro depois de mamar.
Isso não significa automaticamente refluxo ou cólica.
É importante observar:
- como o bebê pega a mama;
- se consegue mamar adequadamente;
- se há engasgos frequentes;
- se regurgita muito;
- se apresenta dificuldade para ganhar peso;
- se demonstra dor durante as mamadas;
- se o choro acontece sempre em determinado momento.
Se existe dificuldade persistente na alimentação, vale conversar com o pediatra e, quando indicado, com um profissional capacitado em amamentação.
Uma pega inadequada pode dificultar a mamada e contribuir para desconforto, além de causar dor nos seios da mãe.
Alergia ao leite pode causar cólica?
Essa é uma questão que merece cuidado.
A alergia à proteína do leite de vaca pode causar sintomas gastrointestinais em alguns bebês, mas não devemos transformar toda cólica em suspeita de alergia.
A SBP explica que a alergia pode raramente estar relacionada ao quadro de cólica, mas existem outros sinais que podem levantar essa suspeita, e a avaliação deve ser feita pelo pediatra.
Sangue nas fezes, dificuldade para ganhar peso, sintomas persistentes e outros sinais podem justificar investigação.
Não retire leite e derivados da alimentação materna por conta própria.
Se houver suspeita de alergia, procure orientação profissional.
Erros comuns ao tentar aliviar cólicas
1. Achar que todo choro é cólica
Esse é o primeiro erro.
O bebê pode chorar por dezenas de motivos.
2. Dar chá
Mesmo que alguém diga que “sempre funcionou”, não ofereça chá ao bebê sem orientação profissional.
3. Dar medicamento por indicação de outra mãe
O que foi prescrito para outro bebê não necessariamente é adequado para o seu.
4. Trocar a fórmula toda semana
Mudanças alimentares precisam ter motivo e orientação.
5. Culpar a mãe pela alimentação
Na maioria dos casos, não existe justificativa para uma dieta extremamente restritiva da mãe que amamenta.
6. Fazer massagens com força
A barriga do bebê é delicada.
Movimentos devem ser suaves.
7. Agitar ou sacudir o bebê
Esse é um ponto fundamental.
Nunca sacuda o bebê.
Mesmo que você esteja desesperada com o choro, sacudir uma criança pode provocar lesões graves.
Se sentir que está chegando ao limite, coloque o bebê em um local seguro, como o berço, e afaste-se por alguns minutos para respirar e pedir ajuda.
Cuidar de um bebê chorando pode ser extremamente desgastante.
Pedir ajuda não significa ser uma mãe ruim.
Significa reconhecer seus limites.

Quando procurar o pediatra?
Nem todo episódio de cólica exige atendimento de emergência.
Mas existem situações em que o choro precisa ser investigado.
Converse com o pediatra quando:
- o choro é frequente e difícil de consolar;
- você percebe que algo mudou no comportamento habitual;
- o bebê não está mamando adequadamente;
- existe dificuldade para ganhar peso;
- o bebê apresenta vômitos frequentes;
- existe sangue nas fezes;
- a barriga parece muito distendida;
- você suspeita de alergia alimentar;
- o quadro está causando grande sofrimento para o bebê ou para a família.
A SBP destaca especialmente sangue nas fezes, febre, dificuldade para ganhar peso e recusa para mamar como sinais que exigem investigação de outras causas.
Quando a cólica pode ser uma emergência?
Existem sinais que não devem ser simplesmente atribuídos à cólica.
Procure atendimento médico rapidamente se o bebê apresentar:
- febre, especialmente em bebê muito pequeno;
- dificuldade para respirar;
- coloração azulada ou muito pálida;
- vômitos repetidos ou de aspecto preocupante;
- sangue nas fezes;
- recusa persistente para mamar;
- sonolência incomum ou dificuldade para acordar;
- choro muito diferente do habitual;
- barriga muito distendida;
- convulsão;
- sinais de desidratação;
- piora rápida do estado geral.
A regra prática é simples:
se o bebê parece doente, não presuma que é cólica.
A cólica é um diagnóstico que deve ser considerado depois de avaliar o contexto e excluir outras causas.
Checklist: meu bebê está com cólica. O que posso fazer?
- Verifiquei se o bebê está com fome.
- Conferi a fralda.
- Verifiquei se ele está confortável em relação à temperatura.
- Observei se existem sinais de doença.
- Peguei o bebê no colo.
- Reduzi os estímulos do ambiente.
- Tentei falar com ele de maneira calma.
- Experimentei uma posição confortável.
- Posso tentar uma massagem suave.
- Posso movimentar delicadamente as pernas.
- Posso oferecer um banho morno, com segurança.
- Não ofereci chá.
- Não dei medicamento sem orientação.
- Não troquei a fórmula por conta própria.
- Não interrompi a amamentação por causa da cólica.
- Procurei orientação se os episódios forem persistentes ou preocupantes.
E a mãe? Quem cuida de quem está cuidando?
Essa parte também precisa entrar na conversa.
O choro prolongado de um bebê pode ser emocionalmente desgastante.
Você pode estar cansada.
Com sono.
Com fome.
Sensível.
Preocupada.
E ainda tentando descobrir por que seu bebê está chorando.
Isso não significa que você não ama seu filho.
Significa que você é humana.
A própria Sociedade Brasileira de Pediatria destaca que a cólica pode estar associada a ansiedade dos pais e redução da qualidade de vida da família.
Se houver alguém de confiança por perto, peça ajuda.
Pode ser para preparar uma refeição.
Dar um banho no bebê.
Ficar com ele enquanto você toma banho.
Ou simplesmente ouvir você.
Nota da Débora
Quero deixar uma mensagem especialmente para as mães que estão vivendo essa fase.
Talvez você esteja com o bebê no colo neste momento, lendo este artigo enquanto ele chora.
Talvez já tenha tentado trocar a fralda, oferecer o peito, andar pela casa, cantar e fazer carinho.
E nada parece funcionar.
Antes de pensar que você está fazendo alguma coisa errada, respire.
O choro do bebê não é uma avaliação da sua maternidade.
Você pode ser uma excelente mãe e ainda assim não conseguir fazer seu bebê parar de chorar imediatamente.
Não existe uma técnica mágica que funcione para todas as crianças.
Seu papel não é necessariamente “fazer o choro desaparecer” a qualquer custo.
Às vezes, seu papel é simplesmente permanecer perto, oferecer segurança, tentar entender o que está acontecendo e procurar ajuda quando necessário.
E, se estiver chegando ao seu limite, peça ajuda.
Você também precisa ser cuidada.
Minha visão editorial sobre cólicas no bebê
Existe muita informação na internet prometendo uma solução rápida para cólica.
“Faça isso e a cólica acaba.”
“Corte determinado alimento.”
“Dê este chá.”
“Use este medicamento.”
“Troque a fórmula.”
Eu prefiro uma abordagem mais responsável.
A cólica do lactente pode ser difícil para o bebê e para a família, mas não existe uma solução única que funcione para todas as crianças.
O mais importante é:
acolher o bebê, observar o contexto, evitar práticas sem comprovação ou orientação profissional e saber reconhecer os sinais que podem indicar outro problema.
No Maternidade na Prática, quero que você encontre não apenas dicas para cuidar do bebê, mas também informação suficiente para saber quando uma dica caseira deixa de ser suficiente e o pediatra precisa entrar em cena.
Perguntas frequentes
1. O que fazer para aliviar a cólica do bebê rapidamente?
Não existe uma técnica que garanta alívio imediato para todos os bebês. Algumas medidas podem ajudar, como colo, ambiente tranquilo, contato corporal, flexão suave das pernas, massagem delicada e banho morno. A resposta varia de criança para criança.
2. Posso dar chá para o bebê com cólica?
Não ofereça chá por conta própria. A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta que chás não sejam utilizados para controlar a cólica.
Se você acredita que o bebê precisa de alguma intervenção além das medidas de conforto, converse com o pediatra.
3. Quando a cólica deixa de ser normal?
A cólica costuma ser autolimitada e melhora nos primeiros meses, mas o choro pode ter outras causas.
Procure avaliação se houver febre, sangue nas fezes, dificuldade para ganhar peso, recusa para mamar, vômitos frequentes, alteração importante do comportamento ou qualquer outro sinal que faça você suspeitar de doença.
Conclusão
Saber como aliviar cólicas no bebê é importante, mas talvez seja ainda mais importante entender que nem todo choro significa cólica.
Quando o bebê chorar, primeiro observe suas necessidades básicas: fome, fralda, temperatura, sono, colo e possíveis sinais de desconforto.
Se houver suspeita de cólica, medidas simples podem ajudar: colo, contato, ambiente tranquilo, movimentos suaves das pernas, massagem delicada e banho morno.
Evite soluções caseiras sem orientação, especialmente chás, medicamentos e mudanças de fórmula.
Também não interrompa a amamentação exclusivamente por causa das cólicas.
E lembre-se: você não precisa resolver tudo sozinha.
Se o choro for persistente, diferente do habitual ou acompanhado de sinais como febre, sangue nas fezes, recusa para mamar, vômitos frequentes ou dificuldade para ganhar peso, procure o pediatra.
A cólica pode ser uma fase difícil.
Mas ela não precisa ser enfrentada com culpa, desespero ou excesso de informações contraditórias.
Informação confiável, acolhimento e acompanhamento profissional formam uma combinação muito mais segura.
Fontes confiáveis utilizadas neste artigo
- Sociedade Brasileira de Pediatria — Cólica do lactente: informações sobre causas, características, medidas de conforto, alimentação e tratamentos.
- Sociedade Brasileira de Pediatria — Perguntas complementares sobre cólica do lactente, atualização de 2025: critérios clínicos, duração, sinais de alerta e dúvidas frequentes.
- Ministério da Saúde — Desenvolvimento Infantil: orientações sobre choro e comunicação do bebê.
- Ministério da Saúde — Mitos e verdades sobre amamentação: esclarecimentos sobre choro, fome e necessidades do bebê.
- Ministério da Saúde — Orientações sobre cólicas e cuidados com o bebê: medidas de conforto e cuidados durante os primeiros meses.
- Organização Mundial da Saúde — Aleitamento materno: informações sobre cólica, alimentação e manutenção do aleitamento.
Aviso: Este conteúdo tem finalidade informativa e educativa. Não substitui consulta, diagnóstico ou orientação individualizada de pediatra ou outro profissional de saúde. Se você estiver preocupada com o comportamento ou a saúde do seu bebê, procure atendimento profissional.
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